Nesta primeira postagem, resolvi expor uma reflexão baseada em situação bastante cotidiana, uma vez que são nessas situações que surgem a maioria de meus pensamentos, desenvolvendo-os até reflexões mais complexas e muitas vezes de cunho polêmico. Espero não ter feito uma postagem muito longa, mas deem feedback que poderei fazer este blog cada vez melhor.
Uma das coisas que sempre digo é que brasileiro, em sua maioria, não tem senso de coletividade. Hoje, no entanto, estive em duas situações cotidianas contrastantes em relação à questão.
Logo após o almoço, saí faltando 15 min para a aula da tarde. Chamei o elevador e esperei. Esperei, e esperei... esperei até sair daquele transe da rotina, quando se percebe que algo não esta indo da maneira que deveria ir, e olhei para o mostrador. O elevador estava no primeiro andar já fazia um bom tempo. Finalmente ele moveu-se... para o térreo. Mais um tempo. Moveu-se para a garagem. Tempo. Voltou para o primeiro... bem, resumo da história, entrei no elevador faltando 5 min para a aula, mas o inferno ainda não tinha acabado. Ele parou mais duas vezes antes do térreo. E não tinha ninguém mais esperando para entrar. O pensamento que proponho dessa história é o seguinte: é mesmo necessário fazer esses trajetos de 1 ou 2 andares de elevador? Sim, eu sei que o condômino paga o mesmo que eu e tem o direito de fazer uso do equipamento, mas, é assim um sacrifício tão grande subir dois lances de escada, assim ajudando os outros moradores que realmente precisam usar o elevador? ISSO é senso de coletividade. Pensar nos outros, mesmo que tenha um direito individualista do seu lado, abrindo mão deste, se não for realmente necessário usá-lo.
A outra situação aconteceu a noite, quando voltava do parque. Numa avenida de médio movimento, uma ambulância com a sirene e giroflex ligados parou atrás dos carros num semáforo fechado. De início nenhum deles se moveu, mas logo os de trás começaram a buzinar e os da frente cuidadosamente avançaram o semáforo para dar passagem. Teve até carro que subiu no canteiro central da avenida para abrir caminho à ambulância. Fiquei feliz. Isso também é senso de coletividade. Mas depois fiquei pensando, o que causa as pessoas terem tal senso nessa situação e não na do elevador? É a gravidade? Se assim for, e se eu estivesse com minha mãe no meio de um infarto esperando o elevador para correr levá-la ao hospital? Não seria a mesma coisa? A(s) pessoa(s) que ficou(ram) usando o elevador de forma abusiva não teria(am) como saber.
Deixo a vocês esse pensamento. Qual é sua opinião sobre o assunto? Já devem ter identificado qual é minha posição.
Desta cadeira, desejo a todos uma boa noite e uma quinta-feira mais cheia de sentimento coletivo. Até a próxima postagem!

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